Este artigo discutiu duas argumentações principais. A primeira vinculada a distinção entre “Campo”, como espaço social conformado pela forma de assentamento nele impressa e de “Rural”, como modo de vida. Já a segunda argumentação se ancorou na tese de que o tecido social constituído no campo, ao longo da nossa, história não favoreceu a fixação de uma “cultura camponesa” aos moldes Europeus. Procurou-se, ainda, argumentar que a perspectiva teórica que diferencia campo de rural, parte de um viés interpretativo que rompe com a perspectiva de rural como um adjetivo daquilo que seria pertencente ao campo e de urbano como aquilo que seria pertencente à cidade.
O artigo apresentou ainda, uma breve apresentação das três perspectivas teóricas que vêm sendo utilizadas pelos pesquisadores que se dedicam aos estudos envolvendo a relação entre “campo e cidade” e entre “rural e urbano”: a perspectiva do novo rural brasileiro, da nova ruralidade e da urbanização do campo. O artigo finaliza apontando as justificativas relativas às potencialidades abertas por esta terceira vertente teórica.