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En esta sección de debate, los autores ensayan una serie de reflexiones sobre cómo repensar la subjetividad en una nueva etapa histórica que denominan “complejidad”. Esta etapa se caracteriza por una forma emergente de autoproducción del mundo, en la que operan procesos materiales que ya no pueden ser comprendidos desde los marcos modernos, que ubicaban al ser humano como sujeto central de la historia. La época actual está atravesada por un núcleo impensable, es decir, por dinámicas que no pueden resolverse con voluntarismo ni con declaraciones de buenas intenciones. Frente a tal escenario, los autores se interrogan por el lugar que ocupa la especie humana dentro de un entramado más amplio, donde ya no se trata del protagonista exclusivo, sino de un elemento más en un ecosistema complejo. En este contexto, proponen pensar en “situaciones” como unidades vivas, dinámicas y orgánicas, que no remiten a clasificaciones estáticas, sino a formas de copresencia y relación entre elementos heterogéneos. La situación implica asumir el conflicto, la indeterminación y la opacidad como condiciones propias del presente, en lugar de intentar eliminarlos. Desde su perspectiva, el actuar ya no se limita al sujeto humano, sino que debe pensarse también a partir de los ecosistemas, sus procesos, sus límites y sus posibilidades.
In EnglishIn this debate section, the authors explore a series of reflections on how to rethink subjectivity in a new historical phase they call “complexity.” This phase is marked by an emerging form of world selfproduction, where material processes can no longer be understood through the modern lens that positioned human beings as the central subjects of history. The current era is shaped by an unthinkable core — dynamics that cannot be resolved through voluntarism or mere declarations of good intentions. Faced with this scenario, the authors question the place of the human species within a broader network, where it is no longer the exclusive protagonist but one element among many in a complex ecosystem. In this context, they propose thinking in terms of “situations” — living, dynamic, and organic units that are not static classifications but rather forms of interaction and relationality among heterogeneous elements. A situation implies accepting conflict, indeterminacy, and opacity as inherent conditions of the present, rather than trying to eliminate them. From this perspective, action is no longer limited to the human subject but must also be thought in terms of ecosystems — their processes, limits, and possibilities.
In PortugueseNesta seção de debate, os autores ensaiam uma série de reflexões sobre como repensar a subjetividade em uma nova etapa histórica que chamam de “complexidade”. Esta etapa é caracterizada por uma forma emergente de autoprodução do mundo, na qual os processos materiais já não podem ser compreendidos a partir das lentes modernas que colocavam o ser humano como sujeito central da história. A época atual está atravessada por um núcleo impensável — dinâmicas que não podem ser resolvidas por meio do voluntarismo ou de meras declarações de boas intenções. Diante desse cenário, os autores questionam o lugar da espécie humana dentro de uma rede mais ampla, onde ela já não é a protagonista exclusiva, mas um elemento a mais em um ecossistema complexo. Nesse contexto, propõem pensar em “situações” — unidades vivas, dinâmicas e orgânicas, que não remetem a classificações fixas, mas a formas de interação e relação entre elementos heterogêneos. A situação implica assumir o conflito, a indeterminação e a opacidade como condições próprias do presente, em vez de tentar suprimi-las. A partir dessa perspectiva, o agir já não se limita ao sujeito humano, mas deve ser pensado também a partir dos ecossistemas — seus processos, seus limites e suas possibilidades.
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