In English
This paper examines the exploitation of Indigenous knowledge during Spanish colonisation in the sixteenth century, offering a distinctive perspective on the economic dimension of non-European knowledge as a means of capital accumulation in modern Europe. Unlike previous studies that emphasise the unacknowledged contributions of Asian, African, and American peoples to modern science, this work investigates more closely the relationship between knowledge and the economy. It introduces a novel theoretical framework—cognitive materialism—to analyse this connection and incorporates insights from decolonial theory, given the specific colonial context under consideration. In addition, the paper provides two conceptual clarifications: first, it distinguishes the exploitation of knowledge from other potentially ambiguous categories; second, it addresses the effects of scientific mediation. Drawing on this theoretical approach, the study analyses sources from the early colonial period and identifies six cases of Indigenous knowledge exploitation.
In Spanish
Este trabajo explora la explotación del conocimiento indígena durante la colonización española en el siglo XVI, ofreciendo una perspectiva única sobre la dimensión económica del conocimiento no europeo utilizado para acumular capital en la Europa moderna. A diferencia de estudios anteriores que subrayan las contribuciones no reconocidas de los pueblos asiáticos, africanos y americanos a la ciencia moderna, este trabajo profundiza en la relación entre el conocimiento y la economía. Emplea un novedoso enfoque teórico denominado materialismo cognitivo para analizar esta conexión e incorpora reflexiones desde una perspectiva decolonial debido al singular contexto colonial. Además, se hacen dos precisiones conceptuales: una para distinguir la explotación del conocimiento de categorías potencialmente confusas, y otra para describir los efectos de la mediación científica. Basándose en este marco teórico, el documento examina fuentes del período colonial temprano, en las que se han identificado seis casos de explotación del conocimiento indígena.
In Portuguese
Este trabalho explora a exploração do conhecimento indígena durante a colonização espanhola no século XVI, oferecendo uma perspectiva única sobre a dimensão econômica do saber não europeu utilizado para acumular capital na Europa moderna. Diferentemente de estudos anteriores, que destacam as contribuições não reconhecidas dos povos asiáticos, africanos e americanos para a ciência moderna, este trabalho aprofunda a relação entre conhecimento e economia. Emprega uma abordagem teórica inovadora denominada materialismo cognitivo para analisar essa conexão e incorpora reflexões a partir de uma perspectiva decolonial, devido ao contexto colonial singular. Além disso, são feitas duas precisões conceituais: uma para distinguir a exploração do conhecimento de categorias potencialmente confusas e outra para descrever os efeitos da mediação científica. Com base nesse quadro teórico, o documento examina fontes do período colonial inicial, nas quais foram identificados seis casos de exploração do conhecimento indígena.