O tema do arranha-céu está na ordem do dia na segunda metade da década de 1920, tanto no Rio de Janeiro - com a construgáo da chamada "Cinelándia”, na área adjacente ao Teatro Municipal daquela cidade - como em Sao Paulo, onde já havia arranha-céus esparsos pelo antigo centro, como o Edificio Cuinle, com 7 andares ; o Edificio Sampaio Moreira, com 12; e o Prédio Martinelli, entáo em construgáo, cuja altura inicial de 14 andares foi sendo sucessivamente aumentada até atingir 25 andares, de forma a competir com o Palácio Barolo, em Buenos Aires, e o Palácio Salvo, em Montevidéu - os mais altos edificios da América do Sul á época. A atualidade do tema levou o jornal carioca O País a realizar um inquérito sobre a nova tipología entre alguns arquitetos atuantes no período, em meados de 1928. Nao sao explicitadas as razóes da escolha dos participantes do inquérito, mas é notável a forte presenga de membros destacados do Instituto Central de Arquitetos- como José Cortez e Angelo Bruhns, Nereu Sampaio, Augusto de Vasconcellos e Cypriano de Lemos -, além de dois professores da Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) - Arquimedes Memoria e Castáo Bahiana - e de ex-alunos daquela instituigáo, caso de Lucio Costa, Celabert de Simóes e Pedro Paulo Bernardes Bastos. Assim, é plausível supor que a escolha de tais profissionais esteja relacionada á sua relagáo com órgáos de classe ou com a principal instituigáo de ensino de arquitetura do Brasil.