Como outras cidades da América Latina, ao longo do século XX, São Paulo, no Brasil, passou por mudanças importantes. A partir da década de 1940, elas estiveram vinculadas à aceleração da industrialização, a um grande acréscimo de população, foram acompanhadas de desigualdades e, como mostrou Sarah Feldman (2005), presenciaram a intensificação da verticalização do centro e bairros consolidados da cidade, conjunta à expansão horizontal e periférica dos seus limites — lugar da moradia para a população de baixa renda, direcionada pela indústria. A classe média cresceu, assim como as atividades de serviços, paralelamente à diversificação e incremento dos empreendimentos imobiliários, em um ciclo de transformações urbanas de caráter metropolitano, que ecoava a crescente influência da cultura norte-americana na cidade e no país, incluindo ideias urbanísticas que haviam se desenvolvido nos Estados Unidos na década de 1920 e que se difundiam por via de agentes, planos, da legislação e do zoneamento, e das práticas incorporadas pela administração municipal.