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La irrupción de la inteligencia artificial (IA) generativa ha revolucionado diversos ámbitos y ha reconfigurado la interacción humano-máquina, incluyendo el sector turístico. En particular, se evidencia una transición desde los motores de búsqueda tradicionales hacia interfaces conversacionales basadas en grandes modelos de lenguaje —Large Language Models (LLMs)—. El objetivo de este ensayo es examinar críticamente cómo esta transformación redefine el perfil y la autonomía del turista digital. Mediante una revisión cualitativa y crítica de literatura reciente, se examina la figura del turista digital en su trayectoria desde el prosumer 2.0 hasta el interlocutor que delega en la IA parte de sus decisiones de viaje, el impacto de los LLMs en las prácticas y el ecosistema turístico, y el horizonte emergente de la IA agéntica. Se describen los beneficios de esta mediación y se problematizan sus riesgos, entre ellos la pasividad del turista, la concentración de la oferta en destinos consolidados y los desafíos éticos. Se concluye que la IA reconfigura un nuevo perfil de turista digital, aún en fase emergente, y que la revalorización del factor humano y de los saberes locales resulta fundamental para preservar la autenticidad y la diversidad de las experiencias turísticas.
In EnglishThe emergence of generative Artificial Intelligence (AI) has revolutionized various fields and reshaped human-machine interaction, including the tourism sector. In particular, a transition is unfolding from traditional search engines toward conversational interfaces based on Large Language Models (LLMs). The objective of this essay is to critically examine how this transformation redefines the profile and autonomy of the digital tourist. Through a qualitative and critical review of recent literature, the evolution of the digital tourist is examined from the 2.0 prosumer to the interlocutor who delegates part of their travel decisions to AI, as well as the impact of LLMs on tourism practices and the tourism ecosystem, and the emerging horizon of agentic AI. The benefits of this mediation are described, and its risks are problematized, including tourist passivity, the concentration of offerings around consolidated destinations, and ethical challenges. It is concluded that AI reconfigures a new digital tourist profile, still in an emergent phase, and that the revaluation of the human factor and local knowledge remains fundamental to preserving the authenticity and diversity of tourist experiences.
In PortugueseA irrupção da inteligência artificial (IA) generativa revolucionou diversos âmbitos e reconfigurou a interação humano-máquina, incluindo o setor turístico. Em particular, evidencia-se uma transição dos motores de busca tradicionais para interfaces conversacionais baseadas em grandes modelos de linguagem —Large Language Models (LLMs)—. O objetivo deste ensaio é examinar criticamente como essa transformação redefine o perfil e a autonomia do turista digital. Mediante uma revisão qualitativa e crítica da literatura recente, examina-se a evolução do turista digital desde o prosumer 2.0 até o interlocutor que delega à IA parte das suas decisões de viagem, bem como o impacto dos LLMs nas práticas e no ecossistema turístico, e o horizonte emergente da IA agêntica. Descrevem-se os benefícios dessa mediação e problematizam-se os seus riscos, entre eles a passividade do turista, a concentração da oferta em destinos consolidados e os desafios éticos. Conclui-se que a IA reconfigura um novo perfil de turista digital, ainda em fase emergente, e que a revalorização do fator humano e dos saberes locais é fundamental para preservar a autenticidade e a diversidade das experiências turísticas.
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