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En los discursos contemporáneos sobre inteligencia artificial, los modelos generativos como ChatGPT han consolidado una forma específica de “fantasma de la subjetividad”, sostenida por la apariencia de interlocución. Este trabajo propone una lectura de ese fenómeno a partir de una articulación entre psicoanálisis, teoría crítica y filosofía de la técnica. La tesis central sostiene que, aunque los modelos de lenguaje no piensan ni comprenden, producen una performance lingüística que simula conciencia y organiza el deseo de sentido. Lo inquietante, entonces, no es lo que la IA es, sino lo que parece ser (y lo que proyectamos en ella). A lo largo del texto se exploran tres ejes principales. En primer lugar, se analiza la operación simbólica de los modelos generativos como tecnologías del significante que, sin inconsciente, producen efectos de sentido. En segundo lugar, se aborda su inscripción en la economía del saber como una forma de autoridad técnica sin cuerpo ni responsabilidad, sostenida en una ilusión de neutralidad. En tercer lugar, se desarrolla la noción lacaniana de que “no hay metalenguaje” como crítica al modo en que la IA simula exterioridad, y se plantea la idea de un Otro algorítmico que organiza el deseo sin desear. El artículo concluye con una apuesta política: preservar el lenguaje como lugar de interlocución y diferencia; como algo más que instrumento de cálculo. De cara a sistemas que simulan subjetividad sin asumir sus efectos, no está en juego la conciencia de la máquina, sino la nuestra. Tal vez el riesgo no sea que la IA se vuelva consciente, sino que ya no nos importe si lo es.
In PortugueseNos discursos contemporâneos sobre inteligência artificial, modelos generativos como oChatGPT consolidaram uma forma específica de “fantasma da subjetividade”, sustentada pela aparênciade interlocução. Este artigo propõe uma leitura crítica desse fenômeno articulando psicanálise, teoriacrítica e filosofia da técnica. A tese central sustenta que, embora os modelos de linguagem não pensemnem compreendam, produzem uma performance linguística que simula consciência e organiza o desejo desentido. O inquietante, então, não é o que a IA é, mas o que parece ser (e o que projetamos nela). O texto seestrutura em três eixos principais. Em primeiro lugar, analisa-se a operação simbólica dos modelosgenerativos como tecnologias do significante que, mesmo sem inconsciente, produzem efeitos de sentido.Em segundo lugar, aborda-se sua inscrição na economia do saber como uma forma de autoridade técnicasem corpo nem responsabilidade, sustentada pela ilusão de neutralidade. Em terceiro lugar, desenvolve-sea noção lacaniana de que “não há metalinguagem” como crítica ao modo como a IA simula exterioridade,e propõe-se a ideia de um Outro algorítmico que organiza o desejo sem desejar. O artigo conclui comuma aposta política: preservar a linguagem como lugar de interlocução e diferença, como algo mais doque instrumento de cálculo. Diante de sistemas que simulam subjetividade sem assumir seus efeitos, o queestá em jogo não é a consciência da máquina, mas a nossa. Talvez o risco real não seja que a IA se torneconsciente, mas que deixemos de nos importar com isso.
In EnglishIn contemporary discussions on artificial intelligence, generative models such as ChatGPT haveconsolidated a specific “phantasm of subjectivity”, sustained by the appearance of interlocution. Thisarticle offers a critical reading of this phenomenon by articulating psychoanalysis, critical theory, and thephilosophy of technology. The central thesis argues that, although language models neither think norunderstand, they deploy a linguistic performance that simulates consciousness and organizes the desirefor meaning. What is unsettling, then, is not what AI is, but what it appears to be (and what we project onto it).The article is structured around three main axes. First, it examines the symbolic operation of generativemodels as technologies of the signifier that, despite lacking an unconscious, produce effects of meaning.Second, it explores their inscription in the economy of knowledge as a form of technical authoritywithout body or accountability, sustained by the illusion of neutrality. Third, it develops Lacan’s notionthat “there is no metalanguage” as a critical lens to question how AI simulates exteriority, introducing theconcept of an algorithmic Other that organizes desire without desiring. The article concludes with apolitical commitment: to preserve language as a space of interlocution and difference, as something morethan a tool of calculation. Faced with systems that simulate subjectivity without assuming its effects, whatis truly at stake is not the machine’s consciousness, but our own. Perhaps the real risk is not that AIbecomes conscious, but that we stop caring whether it is.
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