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En Argentina, la última década ha sido testigo de una profunda reconfiguración del espacio de los medios de pago minoristas. Entre 2019 y 2024, las extracciones de efectivo en bancos se redujeron drásticamente (del 29,31% al 9,58% de las transacciones registradas) (BCRA, 2024). Este cambio estructural implica que crecientemente más operaciones atraviesan plataformas electrónicas sujetas al cobro de comisiones. Las billeteras virtuales, para 2025, ya estaban presentes en al menos una punta de más de la mitad de todas las transferencias entre distintas entidades, ganando un terreno significativo frente a los bancos. Si bien la literatura ha abordado el surgimiento y la regulación de estas billeteras (Farinati, 2005), su rol en la inclusión financiera (Carballo et al., 2020; Gago y Roig, 2019), la expansión de la deuda (Dellacqua et al., 2019) o la popularización de inversiones (Figueiro et al., 2024), centrándose en el lado de la “demanda” (usuarios) pocos estudios han historizado la lucha entre estos actores en Argentina (Burgos y Malic, 2022; Borneo, 2022). Este trabajo tiene como objetivos 1) identificar cuál fue el rol del estado en la regulación del espacio financiero argentino en la última década y cómo las nuevas reglas influenciaron la adopción de nuevos medios de pago electrónicos (MPEs), 2) comparar los beneficios (especialmente capital económico) que pueden extraer dichos actores del control de los nuevos MPEs, y 3) explorar las consecuencias de la expansión de los nuevos MPEs contra los medios precedentes, incluyendo el efectivo. Para establecer una comparación entre los “jugadores” financieros tradicionales (los bancos) y las billeteras, el estudio se apoya especialmente en los casos de Mercado Pago y los cuatro mayores bancos de Argentina. Se emplean métodos mixtos, con un enfoque macro, utilizando análisis de datos del BCRA, y técnicas cualitativas del análisis documental.
In PortugueseEm Argentina, a última década foi marcada por uma profunda reconfiguração do campo dos meios de pagamento de varejo. Entre 2019 e 2024, as retiradas de dinheiro em espécie nos bancos reduziram drasticamente (de 29,31% para 9,58% das transações registradas) (BCRA, 2024). Essa mudança estrutural implica que um número crescente de operações passa a ser processado por plataformas eletrônicas sujeitas à cobrança de taxas de comissão. As carteiras virtuais (ou billeteras virtuales), em 2025, já estavam presentes em pelo menos uma ponta de mais da metade de todas as transferências entre diferentes entidades, ganhando terreno significativo em relação aos bancos.Embora a literatura tenha abordado o surgimento e a regulamentação dessas carteiras (Farinati, 2005), seu papel na inclusão financeira (Carballo et al., 2020; Gago & Roig, 2019), a expansão da dívida (Dellacqua et al., 2019) ou a popularização de investimentos (Figueiro et al., 2024), poucos estudos historizaram a luta desses atores na Argentina (Burgos & Malic, 2022; Borneo, 2022). Este trabalho tem como objetivos: 1) identificar o papel do Estado na regulação do espaço financeiro argentino na última década e como as novas regras influenciaram a adoção de novos meios eletrônicos de pagamento (MEP); 2) comparar os benefícios (especialmente de capital econômico) que esses agentes podem obter com o controle dos novos MEP; e 3) explorar as consequências da expansão dos novos MEP em comparação com os meios anteriores, incluindo o dinheiro em espécie. Para estabelecer uma comparação entre os "jogadores" financeiros tradicionais (os bancos) e as carteiras, o estudo se concentra especificamente em Mercado Pago e dos quatro maiores bancos da Argentina. São empregados métodos mistos, com um enfoque macro, utilizando análise de dados do BCRA, e técnicas qualitativas de análise documental.
In EnglishIn Argentina, the last decade has witnessed a profound reconfiguration of the retail means of payment space. Between 2019 and 2024, cash withdrawals in banks drastically reduced (from 29.31% to 9.58% of registered transactions) (BCRA, 2024). This structural shift implies that a growing number of operations are processed through electronic platforms subject to processing fees. By 2025, virtual wallets were already present on at least one end of more than half of all inter-entity transfers, gaining significant ground against traditional banks.While the literature has addressed the emergence and regulation of these wallets (Farinati, 2005), their role in financial inclusion (Carballo et al., 2020; Gago & Roig, 2019), the expansion of debt (Dellacqua et al., 2019), or the popularization of investments (Figueiro et al., 2024), few studies have historicized the disputes between these actors in Argentina (Burgos & Malic, 2022; Borneo, 2022). This paper has the following objectives: 1) to identify the role of the State in regulating the Argentine financial space over the last decade, and how the new rules influenced the adoption of the new electronic payment methods (EPMs), 2) to compare the benefits (especially economic capital) that these actors can extract from controlling the new EPMs, and 3) to explore the consequences of the expansion of EPMs against preceding methods, including cash. To establish a comparison between the traditional financial “players” (banks) and the wallets, the study specifically focuses on Mercado Pago and the four biggest banks in Argentina. Mixed methods are employed, with a macro focus, utilizing analysis of BCRA data, and qualitative techniques of documentary analysis.
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