In Spanish
El artículo analiza la historia de los estándares técnicos y sus organizaciones desde una perspectiva geopolítica, mostrando que su desarrollo no fue un proceso neutral sino producto de pujas de poder entre Estados y empresas. Se propone una periodización en tres etapas: la primera (1850-1945), marcada por la electrificación y las telecomunicaciones, que dio origen a organismos como la ITU y la IEC; la segunda (1945-1980), centrada en la creación de la ISO y el modelo de "establecimiento de estándares voluntarios por consenso"; y la tercera (1980-2020), donde la estandarización se articula estrechamente con la propiedad intelectual y la economía del conocimiento, en el marco de la OMC. El texto cierra examinando la estrategia china de "doble vía" en normalización, que combinó adopción de estándares internacionales con desarrollo de capacidades propias, extrayendo lecciones para una inserción soberana de América Latina en la actual transición geopolítica.
In English
This article analyzes the history of technical standards and standard-setting organizations from a geopolitical perspective, arguing that their development was not a neutral process but rather the product of power struggles between states and corporations. It proposes a three-stage periodization: the first (1850–1945), marked by electrification and telecommunications, which gave rise to organizations such as the ITU and the IEC; the second (1945–1980), centered on the creation of the ISO and the "voluntary consensus standard-setting" model; and the third (1980–2020), in which standardization becomes closely tied to intellectual property and the knowledge economy within the framework of the WTO. The article closes by examining China's "dual-track" standardization strategy, which combined the adoption of international standards with the development of domestic capabilities, drawing lessons for a sovereign integration of Latin America into the current geopolitical transition.
In Portuguese
Este artigo analisa a história dos padrões técnicos e das organizações de normalização a partir de uma perspectiva geopolítica, argumentando que seu desenvolvimento não foi um processo neutro, mas sim resultado de disputas de poder entre Estados e empresas. Propõe uma periodização em três etapas: a primeira (1850–1945), marcada pela eletrificação e pelas telecomunicações, que deu origem a organizações como a ITU e a IEC; a segunda (1945–1980), centrada na criação da ISO e no modelo de "estabelecimento voluntário de padrões por consenso"; e a terceira (1980–2020), na qual a normalização passa a estar estreitamente ligada à propriedade intelectual e à economia do conhecimento, no âmbito da OMC. O artigo conclui examinando a estratégia chinesa de "via dupla" em normalização, que combinou a adoção de padrões internacionais com o desenvolvimento de capacidades próprias, extraindo lições para uma inserção soberana da América Latina na atual transição geopolítica.