No processo de formação proposto pelo Professorado de Português da Universidade Nacional de Misiones – Argentina, pudemos observar que uma interessante parcela de colegas hispano-falantes, após alguns anos de exposição continua ao português, ainda apresentavam dificuldades em expressar-se no idioma que terão que desenvolver suas aulas. Tal fato era mais interessante ainda, porque os mesmos tinham a língua portuguesa em grande estima, porém, no momento de usa-la oralmente, se viam inibidos, por não saber falar “bem” o português.
Devido a este interessante fenômeno e considerando os ideais relacionados ao enfoque comunicativo e o processo de aquisição “espontânea” proposto por Krashen, decidimos estudar este tema, considerando-o como relevante problema de investigação.
Tal busca por solucionar um problema estritamente relacionado ao uso e ensino do português como língua estrangeira, exigiu considerar tanto aspectos teóricos da aprendizagem como também realizar consultas a falantes fluentes no português. Tal contraposição de dados teóricos e empíricos nos ajudaram a criar estratégias que se puseram a prova com o grupo de colegas, as quais serão apresentadas neste trabalho.