O presente artigo aborda os fundamentos epistêmicos e teóricos alternativos que favoreçam o reconhecimento e inclusão das diversas narrativas que permeiam a concepção, o uso e a apropriação dos constructos informacionais e culturais que envolvem o domínio da indumentária, notadamente a constituição de terminologias relativas a este domínio.
Problematiza-se que abordagens excessivamente padronizadas para a construção de vocabulários podem suprimir ou privilegiar pontos de vista particulares em detrimento de outros.
Assim sendo, discutem-se as conexões entre a proposta de Natalia Duque Cardona (2020), sobre interculturalidade, na Ciência da Informação, e o enfoque da Terminologia Cultural, de Marcel Diki-Kidiri (2009). Ademais, pontua-se a abordagem terminológica para Análise de Domínio, conforme Hjørland 2002), enquanto possibilidades para embasar as representações terminológicas que caracterizam o domínio da indumentária. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem exploratória e bibliográfica, respaldada pela abordagem qualitativa, para refletir sobre as relações e a interconexão entre a Interculturalidade e a Terminologia Cultural. Defendese que uma visão crítica (inter)cultural favorece o aprofundamento das discussões teóricas e epistêmicas que incidam em uma empiria que assegure a expressividade, a dinâmica e a inclusão das narrativas que tecem a terminologia do domínio da indumentária.