En español
En este trabajo propongo abordar como problema los usos de sistemas automatizados para la toma de decisiones basados en IA, en la gestión de las cárceles federales en Argentina, tensionando una estructura normativa fuertemente orientada por un ideario resocializador. Dichos sistemas, implementados desde un modelo de reducción de la reincidencia, son aquí analizados no sólo como herramientas para administrar la información penitenciaria sino también en tanto metatecnología, constituyendo un instrumento privilegiado en la toma de decisiones sobre política y gestión penitenciaria. En su capacidad para el análisis de gran cantidad de datos, se han presentado institucionalmente como instrumentos idóneos para el abordaje y la prevención de la criminalidad, que permiten tanto la caracterización de la población detenida como la medición del delito y de las posibilidades de reincidencia.
En inglés
In this paper I propose to address the problem of the use of AI-based automated decision-making systems in the management of federal prisons in Argentina, in relation on a regulatory structure strongly oriented by a resocialization ideology. These systems, implemented from a recidivism reduction model, are analyzed here not only as tools for managing prison information but also as metatechnology, constituting a privileged instrument in decision-making regarding prison policy and management. Given their capacity to analyze large amounts of data, they have been institutionally presented as ideal instruments for addressing and preventing crime, allowing both the characterization of the prison population and the measurement of crime and the probabilities of recidivism.
En portugués
Neste artigo, proponho abordar o problema do uso de sistemas automatizados de tomada de decisão baseados em IA na gestão de prisões federais na Argentina, o que pressiona uma estrutura regulatória fortemente guiada por uma ideologia de ressocialização. Esses sistemas, implementados a partir de um modelo de redução da reincidência, são aqui analisados não apenas como ferramentas de gestão da informação prisional, mas também como metatecnologia, constituindo-se em instrumento privilegiado para a tomada de decisões sobre políticas e gestão prisional. Dada a sua capacidade de analisar grandes quantidades de dados, têm sido apresentados institucionalmente como ferramentas ideais para o enfrentamento e a prevenção da criminalidade, permitindo tanto a caracterização da população carcerária quanto a mensuração da criminalidade e da probabilidade de reincidência.