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Este artigo propõe uma análise da estrutura epistemológica do conhecimento indígena, com foco em suas características, tipologias, níveis e categorias, a partir de uma perspectiva crítica ancorada na Ciência da Informação e nas epistemologias decoloniais. Através de revisão narrativa de literatura fundamentada na tese de Fonseca (2025), o estudo identifica dimensões essenciais como oralidade, ancestralidade, espiritualidade e territorialidade, e propõe uma tipologia conceitual que abrange conhecimentos tácitos, sagrados, comunitários, cerimoniais e documentados. Argumenta-se que tais saberes não se encaixam nos paradigmas modernos de gestão do conhecimento, exigindo metodologias interculturais e sensíveis à diversidade epistêmica. A partir da noção de uma “anatomia” do conhecimento indígena, propõe-se a construção de modelos de gestão informacional baseados na escuta ativa, no respeito ao segredo ritual e na valorização do protagonismo das comunidades. Conclui-se que reconhecer e proteger esses saberes é tarefa ética e política urgente, e que a Ciência da Informação tem papel central na formulação de políticas e sistemas inclusivos. O artigo aponta, ainda, caminhos para futuras pesquisas sobre epistemologias indígenas, digitalização crítica e governança comunitária da informação.
En inglésThis article presents an analysis of the epistemological structure of Indigenous Knowledge (IK), focusing on its characteristics, typologies, levels, and categories, from a critical perspective grounded in Information Science and decolonial epistemologies. Through a narrative review of literature based on Fonseca's thesis (2025), the study identifies key dimensions such as orality, ancestry, spirituality, and territoriality, and proposes a conceptual typology that includes tacit, sacred, communal, ceremonial, and documented knowledge. The article argues that IK does not fit into modern paradigms of knowledge management, requiring intercultural and epistemically sensitive approaches. Through the notion of an “anatomy” of IK, it proposes the development of knowledge management models based on active listening, respect for ritual secrecy, and community protagonism. It concludes that recognizing and protecting such knowledge is an ethical and political imperative, and that Information Science plays a central role in shaping inclusive policies and systems. The article also outlines paths for future research on Indigenous epistemologies, critical digitization, and community-based information governance.
En españolEste artículo analiza la estructura epistemológica del conocimiento indígena, centrándose en sus características, tipologías, niveles y categorías, desde una perspectiva crítica basada en la Ciencia de la Información y las epistemologías decoloniales. A partir de una revisión narrativa de la literatura fundamentada en la tesis de Fonseca (2025), se identifican dimensiones clave como oralidad, ancestralidad, espiritualidad y territorialidad, y se propone una tipología conceptual que incluye conocimientos tácitos, sagrados, comunitarios, ceremoniales y documentados. Se argumenta que estos saberes no encajan en los paradigmas modernos de gestión del conocimiento, requiriendo enfoques interculturales y sensibles a la diversidad epistémica. Con la noción de una "anatomía” del conocimiento indígena, se propone construir modelos de gestión informacional basados en la escucha activa, el respeto al secreto ritual y el protagonismo comunitario. Se concluye que reconocer y proteger estos saberes es una tarea ética y política urgente, y que la Ciencia de la Información tiene un papel central en la formulación de políticas y sistemas inclusivos. El artículo también señala caminos para futuras investigaciones sobre epistemologías indígenas, digitalización crítica y gobernanza comunitaria de la información.
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