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En este artículo, se reflexiona sobre la intersección entre la investigación académica y la militancia en proyectos que involucran a niñxs y adultxs. Para ello, se recuperan experiencias de trabajo de campo y participación política comunitaria e intergeneracional de más de diez años en el Área Metropolitana de Buenos Aires (Argentina); así como las tradiciones latinoamericanas que desde hace décadas proponen modos de interacción y transformación social, imbricando activismo, participación y colaboración en la producción de saberes académicos entre actores variados. Tomando como base los aportes de las teorías feministas, las reflexiones sobre la justicia epistémica y la creación de perspectivas compartidas, se propone una práctica epistemológica inter-etaria, que reconoce a la conversación como elemento central para el acercamiento entre adultxs y niñxs, en tanto otrxs generacionales históricamente desestimadxs como interlocutores. De esta manera, se expone un enfoque intergeneracional y antiadultista, tanto teórico como metodológico, con posibilidad de aplicación para transformar los entornos cotidianos. A la vez se ofrece un abanico de posibilidades y producciones que nacen de estos solapamientos entre ciencia y política, incluyendo el diálogo con tradiciones como la extensión universitaria, señalando las potencialidades de todas estas prácticas al entrar en relación.
En inglésThis article reflects on the intersection between academic research and activism in projects involving children and adults. To do so, it draws on more than ten years of fieldwork and intergenerational community-based political engagement in the Metropolitan Area of Buenos Aires (Argentina), as well as on Latin American traditions that, for decades, have proposed modes of interaction and social transformation that weave together activism, participation, and collaboration in the production of academic knowledge among diverse actors. Building on contributions from feminist theories, reflections on epistemic justice and the creation of shared perspectives, an inter-age epistemological practice is proposed, which recognizes conversation as a central element for fostering proximity between adults and children, as generational others, historically disregarded as interlocutors. In this way, it sets out an intergenerational and anti-adultist perspective, both theoretical and methodological, with potential for transforming everyday environments. At the same time, a range of possibilities are offered, which arise from these overlaps between science and politics, including a dialogue with traditions such as university extension, pointing to the potential of all these practices when they come into relationship.
En portuguésEste artigo reflete sobre a intersecção entre a investigação acadêmica e o ativismo em projetos que envolvem crianças e adultos. Para isso, as autoras recuperam experiências de trabalho de campo e participação política comunitária e intergeracional de mais de dez anos na Área Metropolitana de Buenos Aires (Argentina); bem como tradições latinoamericanas que há décadas vêm propondo formas de interação e transformação social, entrelaçando ativismo, participação e colaboração na produção de conhecimento acadêmico entre diversos atores. A partir das contribuições das teorias feministas, das reflexões sobre justiça epistêmica e da criação de perspectivas compartilhadas, propõe-se uma prática epistemológica interétnica que reconhece a conversação como elemento central para a aproximação entre adultos e crianças, como outras gerações historicamente desconsideradas como interlocutores. Desta forma, apresenta-se uma abordagem intergeracional e antiadultista, tanto teórica como metodologicamente, com a possibilidade de ser aplicada para transformar os ambientes quotidianos. Ao mesmo tempo, o artigo oferece um leque de possibilidades e produções que surgem dessas sobreposições entre ciência e política, inclusive dialogando com tradições como a extensão universitária, apontando para o potencial de todas essas práticas quando se relacionam.
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