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Esta investigación busca analizar cómo influye ergonómicamente la práctica tradicional de exprimir yuca en la generación de trastornos musculoesqueléticos a mujeres de la comunidad Murui Muina y Andoque que habitan en Bogotá, Colombia. Este estudio piloto utiliza herramientas como entrevistas, corpograma y la aplicación de pruebas ergonómicas (RULA, JSI, FUERZAS) en colaboración con dos mujeres que habitan el cabildo Monifue Uruk, expertas en elaboración de casabe y que llevan haciéndolo desde la infancia. Los resultados arrojados por las pruebas comprobaron que la práctica realizada por largos periodos de tiempo (más de 4 horas) y con mucha carga (mayor a 10 kg) contribuye a la generación de trastornos musculoesqueléticos (principalmente en la zona de la espalda alta y las muñecas), pues genera cargas posturales inadecuadas y un sobreesfuerzo en las muñecas. Se recomienda cambiar el modo en el que se realiza la práctica, evitando largas jornadas de trabajo y reduciendo las cargas cuando se exprime con el matafrio en solitario para las fiestas. Se sugiere alternar el trabajo entre las personas que participan en la actividad, para evitar la sobrecarga progresiva que conlleva al agotamiento del cuerpo. Es relevante considerar que esta práctica corresponde a una parte fundamental de la historia de los pueblos amazónicos y hace parte de su memoria colectiva, por tanto, no se propone eliminar por completo la práctica, sino los factores que perjudican la salud individual de las comunidades, lo cual, a la vez, puede promover el conocimiento de esta en las generaciones más jóvenes.
En portuguésEsta pesquisa tem como objetivo analisar o impacto ergonômico da prática tradicional de espremer mandioca na geração de distúrbios musculoesqueléticos em mulheres das comunidades Murui Muina e Andoque residentes em Bogotá, Colômbia. Este estudo-piloto utiliza ferramentas como entrevistas, corpograma e a aplicação de testes ergonômicos (RULA, JSI e ANÁLISE DE FORÇA). As participantes são duas mulheres da comunidade Monifue Uruk que possuem conhecimento na produção de casabe (pão de mandioca) e que realizam essa prática desde a infância. Os resultados obtidos nas avaliações demonstraram que a execução dessa atividade por longos períodos (superiores a quatro horas) e com cargas elevadas (acima de 10 kg) contribui para o desenvolvimento de distúrbios musculoesqueléticos — principalmente na região superior das costas e nos punhos —, pois gera sobrecargas posturais inadequadas e uso esforço excessivo nos punhos. No entanto, é importante considerar outros fatores que atravessam a vida dessas mulheres. Por isso, recomenda-se modificar a forma de realização da prática, evitando longas jornadas de trabalho e reduzindo as cargas quando o matafrio é utilizado individualmente durante as festividades. Além disso, sugere-se alternar a atividade entre as participantes, a fim de prevenir a sobrecarga progressiva que leva ao esgotamento físico. É essencial reconhecer que essa prática constitui uma parte fundamental da história e da memória coletiva dos povos amazônicos. Assim, a solução não consiste em eliminar completamente a prática, mas sim em mitigar os fatores que prejudicam a saúde individual das integrantes das comunidades, o que, por sua vez, pode promover a conscientização sobre o assunto entre as gerações mais jovens.
En inglésThis research aims to analyze the ergonomic impact of the traditional practice of cassava squeezing on the development of musculoskeletal disorders among women from the Murui Muina and Andoque communities living in Bogotá, Colombia. This pilot study uses tools such as interviews, body mapping (corpograma), and the application of ergonomic assessment tests (RULA, JSI, and Force Analysis). The participants are two women from the Monifue Uruk community, who are experts on cassava bread (casabe) production and who have been practicing it since childhood. The results obtained from the tests demonstrated that performing this activity for long periods of time (over four hours) and under heavy loads (greater than 10 kg) contributes to the development of musculoskeletal disorders—particularly in the upper back and wrists—as it generates inadequate postural loads and excessive wrist exertion. Therefore, it is recommended to modify the way the practice is carried out, avoiding long working sessions and reducing loads when cassava is squeezed individually with the matafrío during festivities. Additionally, alternating the task among participants is advised to prevent progressive overexertion leading to physical exhaustion. It is essential to recognize that this practice constitutes a fundamental part of the history and collective memory of the Amazonian peoples. For this reason, the solution is not to eliminate the practice entirely, but rather to mitigate those factors that are harmful to the individual health of community members. This could help promote awareness of the practice among the youngest.
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