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Este trabajo examina el estado del patrimonio arqueológico prehispánico de la provincia de Mendoza y su potencial para el desarrollo del arqueoturismo. Mediante un enfoque analítico-sintético, se registraron y clasificaron 135 sitios distribuidos en cinco sectores (Metropolitano, Norte, Valle de Uco, Este y Sur), a partir de fichas estandarizadas, revisión bibliográfica exhaustiva, entrevistas a arqueólogas/os regionales y trabajo de campo selectivo. La muestra de los sitios (N=117) fue evaluada según criterios de valoración turística en tres niveles (P1, P2 y P3), y se analizaron las asociaciones entre tipología funcional y potencial de puesta en valor mediante el test exacto de Fisher-Freeman-Halton. Los resultados revelan una marcada asimetría: aunque el 52,1% de los sitios presenta potencial intermedio (P2) para la visita pública, solo el 6% cuenta con una puesta en valor efectiva (P1). El arte rupestre emerge como el recurso de mayor viabilidad inmediata. Estas brechas se asocian a un modelo de gestión reactivo que invisibiliza el pasado prehispánico frente a narrativas históricas hegemónicas. Como limitación, el trabajo de campo directo se restringió a un subconjunto de sitios; las clasificaciones restantes se basan en fuentes secundarias.
En inglésThis paper examines the current state of pre-hispanic archaeological heritage in the province of Mendoza and its potential for the development of archaeotourism. Utilizing an analytical-synthetic approach, 135 sites distributed across five sectors (Metropolitan, North, Uco Valley, East, and South) were recorded and classified based on standardized forms, an exhaustive literature review, interviews with regional archaeologists, and selective fieldwork. A sample of these sites (N=117) was evaluated using tourism assessment criteria across three levels (P1, P2, and P3), and the associations between functional typology and enhancement potential were analyzed using the Fisher-Freeman-Halton exact test. The results reveal a marked asymmetry: while 52.1% of the sites exhibit intermediate potential (P2) for public visitation, only 6% feature effectiev heritage enhancement (P1). Rock art emerges as the resource with the greatest immediate viability. These gaps are associated with a reactive management model that invisibilizes the pre-Hispanic past in the face of hegemonic historical narratives. As a limitation, direct fieldwork was restricted to a subset of sites; the remaining classifications are based on secondary sources.
En españolEste trabalho examina o estado do patrimônio arqueológico pré-hispânico da província de Mendoza e seu potencial para o desenvolvimento do arqueoturismo. Por meio de uma abordagem analítico-sintética, foram registrados e classificados 135 sítios distribuídos em cinco setores (Metropolitano, Norte, Vale de Uco, Leste e Sul), a partir de fichas padronizadas, revisão bibliográfica exaustiva, entrevistas com arqueólogas/os regionais e trabalho de campo seletivo. Uma amostra dos sítios (N=117) foi avaliada segundo critérios de valorização turística em três níveis (P1, P2 e P3), e as associações entre tipologia funcional e potencial de turistificação foram analisadas mediante o teste exato de Fisher-Freeman-Halton. Os resultados revelam uma marcada assimetria: embora 52,1% dos sítios apresentem potencial intermediário (P2) para a visitação pública, apenas 6% contam com uma valorização efetiva (P1). A arte rupestre emerge como o recurso de maior viabilidade imediata. Essas lacunas associam-se a um modelo de gestão reativo que invisibiliza o passado pré-hispânico diante de narrativas históricas hegemônicas. Como limitação, o trabalho de campo direto restringiu-se a um subconjunto de sítios; as classificações restantes baseiam-se em fontes secundárias.
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