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La formación de músicos performers produce frecuentemente un fenómeno paradójico: estudiantes objetivamente competentes que persisten en una autopercepción severa de incompetencia, resistente a la evidencia y refractaria a los intentos de corrección. Este trabajo propone un modelo integrado para explicar ese fenómeno, articulado en torno al concepto de asimetría de corrección autoperceptiva: la desproporción estructural entre el bajo costo cognitivo que involucra la instalación de una falsa autoconcepción negativa y el alto costo que requiere su corrección sostenida. Partiendo de la intuición heurística de la ley de Brandolini —originalmente formulada para el dominio intersubjetivo de la desinformación— y de la evidencia empírica, se propone un modelo de proceso con tres fases: el anclaje autocrítico (instalación eficiente de la autoconcepción negativa a través del negativity bias, la consolidación de memoria emocional y la atribución disposicional del error), la inercia de la autoconcepción negativa (mantenimiento pasivo mediante cuatro mecanismos cognitivos: verificación del self, escepticismo motivado, punto ciego del sesgo y self-handicapping anticipatorio) y la resistencia estructural a la corrección. La Ansiedad por Performance Musical es analizada como amplificador sistémico de la asimetría en el contexto de la formación artística. El modelo examina el Algoritmo Evaluativo como intervención que opera upstream o corriente arriba en el ciclo, antes de que los mecanismos de resistencia puedan activarse, y sus limitaciones son reformuladas como predicciones teóricas que abren preguntas de investigación empírica. Se derivan implicaciones para la pedagogía de la evaluación en artes y se proponen líneas de investigación para la verificación del modelo.
En inglésMusic performance training frequently produces a paradoxical phenomenon: students with objectively evaluable competence who persist in a severe self-perception of incompetence, resistant to evidence and refractory to corrective attempts. This paper proposes an integrated theoretical framework to explain this phenomenon, organized around the concept of self-perceptual correction asymmetry: the structural disproportion between the low cognitive cost involved in installing a false negative selfconception and the high cost required for its sustained correction. Drawing on the heuristic intuition of Brandolini's law —originally formulated for the intersubjective domain of misinformation— and on empirical evidence with Argentine musicians, we propose a three-phase process model: self-critical anchoring (efficient installation of the negative self-conception through the negativity bias, emotional memory consolidation, and dispositional attribution of error); negative self-conception inertia (passive maintenance through four cognitive mechanisms: self-verification, motivated skepticism, bias blind spot, and anticipatory self-handicapping anticipatorio); and structural resistance to correction. Music Performance Anxiety is analyzed as a systemic amplifier of the asymmetry within the specific context of artistic training. In light of the model, the Evaluative Algorithm is examined as an intervention that operates upstream of the cycle, before resistance mechanisms can activate, and its limitations are reformulated as theoretical predictions that open empirical research questions. Implications for arts assessment pedagogy are derived, and research lines for model verification are proposed.
En portuguésO treinamento de músicos performáticos frequentemente produz um fenômeno paradoxal: alunos objetivamente competentes que persistem em uma severa autopercepção de incompetência, resistente a evidências e impermeável a tentativas de correção. Este trabalho propõe um modelo integrado para explicar esse fenômeno, articulado em torno do conceito de assimetria de correção autoperceptiva: a desproporção estrutural entre o baixo custo cognitivo envolvido no estabelecimento de uma autopercepção falsa negativa e o alto custo necessário para sua correção sustentada. Com base na intuição heurística da lei de Brandolini — originalmente formulada para o domínio intersubjetivo da desinformação — e em evidências empíricas, propõe-se um modelo de processo em três fases: ancoragem autocrítica (instalação eficiente de um autoconceito negativo por meio de viés de negatividade, consolidação da memória emocional e atribuição disposicional de erro), a inércia do autoconceito negativo (manutenção passiva por meio de quatro mecanismos cognitivos: autoverificação, ceticismo motivado, ponto cego de viés e autosabotagem antecipatória) e resistência estrutural à correção. A ansiedade de desempenho é analisada como um amplificador sistêmico da assimetria no contexto da formação artística. O modelo examina o algoritmo avaliativo como uma intervenção a montante no ciclo, antes que os mecanismos de resistência possam ser ativados, e suas limitações são reformuladas como previsões teóricas que abrem questões para pesquisa empírica. Implicações para a pedagogia da avaliação nas artes são derivadas, e linhas de pesquisa são propostas para a verificação do modelo.
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