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Este ensayo examina críticamente el potencial y los límites del cooperativismo como vía para democratizar el desarrollo y la gobernanza de la inteligencia artificial (IA). Frente a un escenario en el que la IA corporativa intensifica las contradicciones del capitalismo —militarización, daño ambiental, hiperexplotación laboral, vigilancia y desinformación—, los autores argumentan que la cuestión central no es ética ni regulatoria, sino de propiedad y control de la infraestructura tecnológica. Las cooperativas, con casi dos siglos de historia y mil millones de participantes, son presentadas como laboratorios de prefiguración capaces de articular una IA democrática, transparente y orientada al bien común, aunque enfrentan tensiones estructurales: dependencia del autofinanciamiento, riesgo de cooptación por la lógica del mercado, reproducción interna de jerarquías de raza, género y clase, y dificultades para escalar frente a oligopolios tecnológicos. A través de casos como Mondragón, GKN, Guifi.net, CoopCycle, PescaData, Transkribus y Cooperation Jackson, el texto rastrea las posibilidades de modelos híbridos público- cooperativos, federaciones de datos y alianzas con sindicatos y movimientos sociales. Recurriendo a Luxemburgo, Polanyi, Federici, Wright, Harvey, Du Bois y Gordon Nembhard, se sostiene que las cooperativas no desmantelarán por sí solas el capitalismo de plataforma, pero constituyen uno de los pocos vehículos viables para reclamar la agencia tecnológica desde abajo, siempre que abandonen la neutralidad política y se integren en luchas más amplias por la democracia económica.
En portuguésEste ensaio examina criticamente o potencial e os limites do cooperativismo como caminhopara democratizar o desenvolvimento e a governança da inteligência artificial (IA). Diante de um cenárioem que a IA corporativa intensifica as contradições do capitalismo —militarização, daño ambiental,hiperexploração do trabalho, vigilância e desinformação—, os autores argumentam que a questão centralnão é ética nem regulatória, mas sim de propriedade e controle da infraestrutura tecnológica. Ascooperativas, com quase dois séculos de história e um bilhão de participantes em todo o mundo, sãoapresentadas como laboratórios de prefiguração capazes de articular uma IA democrática, transparente eorientada ao bem comum, ainda que enfrentem tensões estruturais: dependência do autofinanciamento,risco de cooptação pela lógica do mercado, reprodução interna de hierarquias de raça, gênero e classe, edificuldades para escalar frente a oligopólios tecnológicos. Por meio de casos como Mondragón, GKN,Guifi.net, CoopCycle, PescaData, Transkribus e Cooperation Jackson, o texto traça as possibilidades demodelos híbridos público-cooperativos, federações de dados e alianças com sindicatos e movimentossociais. Dialogando com Luxemburgo, Polanyi, Federici, Wright, Harvey, Du Bois e Gordon Nembhard,sustenta-se que as cooperativas, sozinhas, não desmantelarão o capitalismo de plataforma, masconstituem um dos poucos veículos viáveis para reivindicar a agencia tecnológica a partir de baixo, desdeque abandonem a neutralidade política e se integrem em lutas mais amplas pela democracia econômica.
En inglésThis essay critically examines the potential and limits of cooperativism as a pathway todemocratize the development and governance of artificial intelligence (AI). Against a backdrop in whichcorporate AI intensifies the contradictions of capitalism —militarization, environmental harm, laborhyperexploitation, surveillance, and disinformation— the authors argue that the central question is neitherethical nor regulatory, but one of ownership and control of technological infrastructure. Cooperatives,with nearly two centuries of history and a billion participants worldwide, are presented as laboratories ofprefiguration capable of advancing a democratic, transparent, and commons-oriented AI, even as theyface structural tensions: dependence on self-financing, the risk of cooptation by market logic, internalreproduction of racial, gender, and class hierarchies, and difficulties scaling against tech oligopolies.Drawing on cases such as Mondragón, GKN, Guifi.net, CoopCycle, PescaData, Transkribus, andCooperation Jackson, the text traces the possibilities of public-cooperative hybrid models, federated datainitiatives, and alliances with unions and social movements. Engaging with Luxemburg, Polanyi, Federici,Wright, Harvey, Du Bois, and Gordon Nembhard, the essay contends that cooperatives alone will notdismantle platform capitalism, yet they remain one of the few viable vehicles to reclaim technologicalagency from below —provided they abandon political neutrality and embed themselves in broaderstruggles for economic democracy.
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