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Esta investigación examina críticamente la implementación de la Educación Sexual Integral en el Instituto Superior de Educación Física “Prof. Antonio A. Alvarez” de Corrientes, Argentina; evidenciando una profunda contradicción entre los avances normativos y las prácticas pedagógicas reales. Mediante un enfoque cualitativo que integra análisis documental y entrevistas a actores clave, este estudio devela cómo la ESI permanece subordinada al paradigma biomédico, marginando enfoques fundamentales sobre diversidad sexual, derechos humanos y perspectivas feministas (Morgade, 2016; Butler, 2004). El trabajo identifica esta tensión como síntoma de la tradición higienista y militarista de la Educación Física, que históricamente normalizó una visión binaria de los cuerpos (Scharagrodsky, 2007). Si bien se registran experiencias pedagógicas transformadoras, persisten resistencias institucionales que limitan la ESI al discurso formal, sin alcanzar los espacios donde realmente se construyen las exclusiones: vestuarios, canchas y dinámicas cotidianas. Como contribución fundamental, la investigación propone cinco ejes de transformación enmarcadas legalmente: (1) autonomía curricular para la ESI, (2) incorporación apropiada de la Ley Nacional N° 26.150, (3) formación docente con perspectiva de género, (4) creación de un Observatorio de Seguimiento, y (5) desarrollo de materiales didácticos críticos. Estos hallazgos sustentan la tesis central: la verdadera ESI debe trascender la condición impuesta de contenido curricular para convertirse en una ética pedagógica que, desde lo corporal y cotidiano, desafíe los mandatos hegemónicos y celebre la diversidad (Lopes Louro, 2003; Bach, 2015). El estudio ofrece así un marco analítico para repensar la formación docente en Educación Física desde un enfoque interseccional y de derechos.
En inglésThis research provides a critical examination of the implementation of Comprehensive Sexuality Education (CSE) at the Instituto Superior de Educación Física “Prof. Antonio A. Alvarez” in Corrientes, Argentina. It reveals a profound contradiction between progressive legislative frameworks and actual pedagogical practices. Employing a qualitative approach that integrates document analysis and interviews with key stakeholders, this study elucidates how CSE remains subordinated to a biomedical paradigm, thereby marginalizing essential approaches to sexual diversity, human rights, and feminist perspectives (Morgade, 2016; Butler, 2004). This tension is identified as symptomatic of the hygienist and militaristic tradition inherent to Physical Education, which has historically normalized a binary view of bodies (Scharagrodsky, 2007). Although instances of transformative pedagogical experiences are documented, institutional resistance persists, confining CSE to a formal discourse that fails to permeate the spaces where exclusions are genuinely constructed: locker rooms, sports fields, and everyday dynamics. As its central contribution, the research proposes five legally-grounded axes for transformation: (1) curricular autonomy for CSE, (2) appropriate incorporation of National Law No. 26.150, (3) teacher training informed by gender theory, (4) the establishment of a Monitoring Observatory, and (5) the development of critical didactic materials. These findings support the core thesis: authentic CSE must transcend its imposed status as a curricular component to become a pedagogical ethic that, operating from the corporeal and the quotidian, challenges hegemonic norms and celebrates diversity (Lopes Louro, 2003; Bach, 2015). Consequently, this study offers an analytical framework for rethinking Physical Education teacher training through an intersectional and rights-based approach.
En portuguésEsta pesquisa examina criticamente a implementação da Educação Sexual Integral no Instituto Superior de Educação Física “Prof. Antonio A. Alvarez” de Corrientes, Argentina, evidenciando uma profunda contradição entre os avanços normativos e as práticas pedagógicas reais. Por meio de uma abordagem qualitativa que integra análise documental e entrevistas com atores-chave, este estudo revela como a ESI permanece subordinada ao paradigma biomédico, marginalizando abordagens fundamentais sobre diversidade sexual, direitos humanos e perspectivas feministas (Morgade, 2016; Butler, 2004). O trabalho identifica essa tensão como um sintoma da tradição higienista e militarista da Educação Física, que historicamente normalizou uma visão binária dos corpos (Scharagrodsky, 2007). Embora se registrem experiências pedagógicas transformadoras, persistem resistências institucionais que limitam a ESI ao discurso formal, sem alcançar os espaços onde realmente se constroem as exclusões: vestiários, campos esportivos e dinâmicas cotidianas. Como contribuição fundamental, a pesquisa propõe cinco eixos de transformação legalmente fundamentados: (1) autonomia curricular para a ESI, (2) incorporação apropriada da Lei Nacional nº 26.150, (3) formação docente com perspectiva de gênero, (4) criação de um Observatório de Monitoramento, e (5) desenvolvimento de materiais didáticos críticos. Essas descobertas sustentam a tese central: a verdadeira ESI deve transcender a condição imposta de conteúdo curricular para se tornar uma ética pedagógica que, a partir do corporal e do cotidiano, desafie os mandatos hegemônicos e celebre a diversidade (Lopes Louro, 2003; Bach, 2015). O estudo oferece, assim, um marco analítico para repensar a formação docente em Educação Física a partir de uma abordagem interseccional e de direitos.
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