En español
El contexto carcelario se debe concebir como un orden social desde el cual se ejerce control poblacional, a través de diversos mecanismos, estos implican una maximización de estrategias de vigilancia, donde las diferentes formas de control convergen en el disciplinamiento constante de las subjetividades. Estos mecanismos hacen que la cárcel funcione como una maquina sustentada por quienes la habitan. Memorias de las cárceles argentinas, colombianas y de estadounidenses son ejemplos de esta modalidad de control, sin embargo, pese a que sus dinámicas de funcionamiento interno son diferentes, no escapan a una dimensión económica del control poblacional, donde las personas privadas de su libertad son el insumo básico para el funcionamiento de la máquina, y las destinatarias de las consecuencias subjetivas de la misma. Este ensayo se basa en memorias que dan cuenta de la vivencia de quienes fueron parte e insumo de dicha maquinaria, quienes desde sus recuerdos muestran un retrato del significado y costos del encierro más allá de las fronteras.
En inglés
The prison context can`t be conceived as a homogeneous whole, but rather, as a social order from which population control is exercised, through various mechanisms, these imply maximization of surveillance strategies with various fines, However, the different forms of control converge in the constant discipline of subjectivities. These mechanisms make the prison work as a machine independent of those who inhabit it, but supported by themselves. The stories of life in Argentine, Colombian and American prisons are examples of this type of control, however, although their dynamics of internal functioning are different, they do not escape an economic dimension of population control, where people deprived of Their freedom is the basic inpu t for the operation of the machine, and the recipients of the subjective consequences of it. This essay is based on memories that account for the daily experience of those who at one time were part and inpu t of said machinery, who from their memories identify a clear portrait of the meaning and costs of confinement beyond borders.
En portugués
O contexto prisional deve ser concebido como uma ordem social desde a qual é exercido o controlo da população, através de diversos mecanismos, o que implica uma maximização das estratégias de vigilância, onde as diferentes formas de controlo convergem na disciplina constante das subjectividades. Estes mecanismos fazem a prisão funcionar como uma máquina apoiada por aqueles que a habi-tam. Memórias das prisões argentinas, colombianas e americanas são exemplos deste tipo de controlo, no entanto, apesar de a sua dinâmica interna de funcionamento ser diferente, não escapam a uma dimensão económica de controlo populacional, onde as pessoas privadas da sua liberdade são o sustento básico para o funcionamento da máquina, e as destinatárias das consequências subjectivas da mesma. Este ensaio baseia-se em memórias que dão conta da experiência de quem fize-ram parte e sustento dessa maquinaria, quem desde suas memórias mostram um retrato do significado e custos do confinamento além das fronteiras.