Peremptoriamente, pensar o atual quadro de perspectivas da crise, com vistas à transição 2008/2009 é um exercício que requer ferramentas teórico-metodológicas precisas e rigorosas, visto que a profundidade dessa crise ainda não foi totalmente constatada - com a exceção, é claro, do seu caráter catastrófico e psicológico para os mercados, produtores, consumidores e especuladores. Qualquer estimativa é arriscada, todo cuidado é pouco, em termos coloquiais. Observaremos aqui, também, as intersecções e explicações possíveis da crise econômica na qual estamos envolvidos sob a luz das duas perspectivas clássicas do ‘marginalismo’ na Economia Política Internacional: a do liberalismo e do realismo nacionalprotecionista. Invariavelmente, para a especulação de uma racionalidade crítica engajada - o nosso Tempo Presente - que considere a totalidade dos processos, a veracidade das narrativas e a nossa responsabilidade enquanto agentes no atual processo, é mister que tenhamos em riste os apontamentos do multi-campo interdisciplinar da História, das Relações Internacionais, da Ciência Política e da Economia Política Internacional.