En portugués
É possível incluir na transformação da paisagem urbana, valores como a produtividade e diversidade que encontramos em áreas de reserva, sem alienar o homem dessas paisagens? E como podemos reconciliar o futuro das megacidades-região com o mundo rural? O optimismo e crença no progresso, com origem no Iluminismo, tornouse visível na transformação da paisagem a partir do século XIX quando as cidades deixaram de ser lugares físicos delimitados. Esta convicção de que a ciência iria permitir libertar os espíritos, emancipar a humanidade das cadeias de superstição e do obscurantismo medieval, deu lugar na paisagem à urbanização extensiva, materializada na forma de ocupações dispersas e na indefinição dos perímetros urbanos independentes do suporte biofísico e cultural. A tendência de tabula rasa da modernização promoveu espaços urbanos estáticos no tempo, incapazes de reagir e gerar novas dinâmicas faces às energias intrínsecas de cada lugar, e condicionados pela imagem em papel dos planos urbanísticos. O objectivo desta comunicação é apresentar 2 projectos, que concretizão conceitos de Planificação e gestão urbana e ambiental, e contêm em si uma dinâmica e uma flexibilidade ao longo tempo, nomeadamente, as Frentes de Mar das cidades de Chioggia (Itália) e Figueira da Foz (Portugal).
En inglés
ÉIs it possible to include in the transformation of urban landscapes, conservation capacity, and potential that we find in areas of exclusion, without alienating man from these landscapes? And how can we reconcile the future of mega city regions with the rural world? The consequences of unprecedented technical progress, originating in Enlightment thought, became visible when, starting in the 19th century, cities’ physical borders became nonexistent making changes in the landscape visible.
The conviction that science would emancipate humanity from the chains of superstition and medieval obscurity gave way to broad urbanization, materialized in the shape of scattered hamlets and undefined urban perimetres, disconnected from their biophysical and cultural background.
With this abstraction, modernization’s tabula rasa tendency encouraged urban areas that are static in time and which, considering each place’s intrinsic energies, are incapable of reacting and generating new dynamics and are conditioned by the urban projects on paper. The aim of this paper is to present 2 projects, which put into practice concepts for the Urban and Environmental Practices and which are dynamic and flexible throughout time, namely the Sea Fronts of the cities of Chioggia (Italy) and Figueira da Foz (Portugal).